Deu no Conversa Afiada: “Monica Serra fez um aborto”. A inesquecível campanha de 2010 – II

21 nov

Paulo Henrique Amorim, escreveu um segundo texto sobre o livro Crime de imprensa.

Leia o texto na íntegra ou acesse o Conversa Afiada.

Este é o capítulo II desta reveladora antologia.
Revela crimes de imprensa.

Leia o capitulo I que trata, no título, de memorável frase da estadista chilena Monica Cerra, que desempenhou papel decisivo na campanha  presidencial do Padim Pade Cerra.

Palmério Dória e Mylton Severiano escreveram “Crime de Imprensa – um retrato da midia brasileira murdoquizada”, pela Editora Plena, com prefácio de Lima Barreto ( !).

Trata-se de uma afiada e divertida reconstituição do Golpismo “murdoquiano” da “imprensa nativa”, como diz o Mino Carta, autor da epígrafe do livro:

“Na maioria dos casos, a midia é ponta-de-lança para grandes negócios.”

(Como se sabe, aqui “midia” se trata de PiG (*).)

Vamos reproduzir aqui outras frases que Dória e Severiano recuperaram e que indicam os crimes ou a defesa de interesses negociais, como se quiser :

– Plateia na área VIP, no estádio do Morumbi, no show do Paul McCartney quando vê, um mês depois da eleição, o Padim Pade Cerra ao lado do Fernando Henrique:

“Bolinha de papel, bolinha de papel !”

– O perito Molina, no jornal nacional do Ali Kamel, com uma bolinha de papel numa mão e uma fita adesiva na outra:

“São dois eventos completamente diferentes. Um é o evento da bolinha e o outro é o evento rolo de fita”

– Maitê Proença ao sugerir uma união contra Dilma:

“Onde estão os machos selvagens ?”

– Texto no site da filha do Padim Pade Cerra e da irmã de Daniel Dantas, que quebrou o sigilo de 60 milhões de brasileiros :

“Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”

– Rodrigo Vianna, então repórter da Globo, numa carta aberta em que denuncia a parcialidade do jornalismo do Ali Kamel na cobertura das ambulâncias super faturadas no Ministério da Saáde na gestão do Cerra e os aloprados:

“Olhem no ar. Ouçam os comentaristas. As poucas vozes dissonantes sumiram. Franklin Martins foi afastado. Do Bom Dia ao JG temos um desfile de gente que está do mesmo lado”

– Diálogo com Fernando Henrique sobre seu ex-assessor Eduardo Jorge, protagonista da tentativa de envolver Dilma e o Nunca Dantes na violação do sigilo de membros da família de Cerra:

– O senhor acha que o Eduardo Jorge pode estar usando o seu nome para  facilitar negócios, presidente ?

– Não tenho provas mas não tenho dúvidas

– Senador Roberto Requião a Eduardo Jorge, na CPI do Judiciário, que investigava as relações de Eduardo Jorge com o Juiz Lalau:

” Você não devia estar aqui, devia estar numa penitenciária”

– Manchete da Folha na edição que publicou a ficha falsa da Dilma:

” Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto”

– Frase da advogada da Folha, ao constatar que o Superior Tribunal Miltar abriu os 16 volumes do processo contra Dilma depois das eleições:

” Lamentável que o pedido tenha sido deferido depois das eleições”

(A Folha não achou um grama de prova que responsabilizasse Dilma do sequestro sequer tramado. A Folha também não achou um grama de prova de que a Dilma usasse armas, quando guerrilheira. PHA)

– Reação de Tasso Tenho Jatinho Porque Posso Jereissati, ao ser advertido pelo Padre Francisco de uma igreja de Canindé, interior do Ceará. O padre se irritou com a entrada de Tasso e do Padim, no meio da missa. Os dois se sentaram na primeira fila, falavam em voz alta e perturbavam o culto. O Padre criticou um panfleto que o grupo  de Cerra distribuiu na igreja, que acusava Dilma e sua religiosidade:  ninguém podia falar em nome da Igreja, disse Padre Francisco. Revela  o jornal O Povo, do Ceará:

” Tasso, que estava na frente, não se conteve e partiu para cima do padre, chamando-o de petista. Foi contido por uma assessora e sua mulher, dona Renata”

– Cerra, diante da constatação de que a gráfica que imprimia panfletos para o bispo de Guarulhos, com acusações a Dilma, era de uma filiada ao PSDB e irmã do corrdenador da infra-estrutura da campanha de Cerra:

” O fato da (sic) gráfica ser ou não ser de uma parente de alguém que está trabalhando na campanha é inteiramente irrelelevante “

– De Sheila Ribeiro, aluna de Monica Serra, na Unicamp:

“Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o aborto, sobre seu aborto traumático. Monica Serra fez um aborto (no Chile, casada com Cerra)”

Breve, aqui,  o capitulo III dessa reveladora coleção de frases que levam ao que Dória e Severiano chamam de “crime de imprensa”.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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